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MANIFESTAÇÃO EM SP – O entretenimento pede socorro

Destaques Notícias 5 de agosto de 2020

MANIFESTAÇÃO EM SP – O entretenimento pede socorro

Eles foram os primeiros a parar, e serão os últimos a voltar. Em tempos em que se cogitam a reabertura moderada do comércio, o entretenimento ainda não tem uma resposta mediadora para enfrentar problema, nenhuma ajuda por parte do governo foi tomada e os pequenos escritórios não possuem caixa suficiente para bancar essa conta que não é pequena.

Artistas de grande porte no mercado nacional dispensam funcionários para enxugar as despesas, já os menores cancelam contratos e orientam os mesmos a procurarem os direitos na Justiça do Trabalho. São poucos escritórios que respaldam seus funcionários, disponibilizando uma “ajuda emergencial”, porém essa não é uma ação definitiva, mas sim a curto prazo.

Essas empresas estão em um cenário em que só sai dinheiro do caixa, não entra. As “Lives” já deixaram de gerar receita, o público já saturou, as doações caíram drasticamente e as empresas que anunciavam, não tem mais o mesmo interesse como das primeiras transmissões. Os drive-ins não são interessantes nem para o contratante (pelo alto custo), muito menos para o público que fica restrito dentro do carro. Lembrando que a estrutura é menor como em um show convencional, e os funcionários são reduzidos de forma extrema para respeitar o distanciamento social e evitar aglomerações.

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São mais de 140 dias sem produzir, sem eventos e sem renda, uma paralisação que foi tomada de forma brusca e sem pensar nas famílias que dependem do entretenimento para levar o sustento do lar. É cômodo e fácil encher o peito e dizer “Fique em Casa”, quando as contas estão em dia e não existe risco da geladeira ficar vazia ou seu filho(a) te olhar e dizer; “ESTOU COM FOME”. Não é sensacionalismo, isso é uma realidade que se repete inúmeras vezes por todo Brasil e mundo.

Na manhã deste último domingo(2), foi realizado uma manifestação em São Paulo (SP), onde profissionais carregaram cases (uma rotina comum durante os shows) em um ato pacifico onde todos respeitaram o distanciamento e devidamente protegidos.

No Brasil o setor de entretenimento gera cerca de R$980 bilhões na economia, e mantém mais de 25 milhões de empregos diretos e indiretos no setor.

EM TEMPO: Na Alemanha a industria cultural gera mais de U$$111 bilhões anualmente, sendo mais valiosa que a indústria química ou de outros serviços financeiros do país. (Nexo – 21 de Mar. 2020). O governo alemão criou um enorme programa de ajuda econômica para responder às consequências negativas da epidemia de Covid-19 no país. Mas a capital alemã (Berlim) foi além, e criou um fundo público destinado a ajudar exclusivamente artistas e profissionais independentes. Os valores dos depósitos chegam a € 5 mil (cerca de R$ 17.345,00), para ajudar essas categorias durante os próximos três meses. (Pascal Thibaut, correspondente da RFI em Berlim).

Texto cedido gentilmente por Róbson Botero.
Créditos imagem/vídeo: SOS Entretenimento

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